segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Armas para que te quero!?



Volta e meia me deparo com declarações irritadas contra a campanha de desarmamento deflagrada com a edição do estatuto do desarmamento de 2003.


Entendo aqueles que justificam sua ira com a escalada (de percepção) da violência. Refiro a percepção pois mesmo as estatísticas existentes nunca tiveram um mesmo método. Hoje com a velocidade da informação, a impressão é que o caldeirão ferveu, mas esta água já está esquentando há muitos anos. Temos mais, ou sabemos mais?


Um deputado, o qual eu tenho pena, comandou em Blumenau um espetáculo reunindo justiceiros que clamam por “liberdade de defesa”, para que os “cidadãos de bem” possam se armar nesta guerra.

Foi ovacionado em evento promovido pela Câmara de Blumenau, sob o argumento que a medida não deveria  pretender tirar as armas dos “cidadãos de bem” enquanto “os bandidos” tem ampla liberdade e armas melhores que a polícia.


Fato curioso é que poucos dias depois a mesma casa legislativa celebra a lei de proibição do uso de veneno chamado chumbinho, alegando que muitos o utilizam para matar cães e animais de rua.

Estranho, tenho a percepção que o tema é o mesmo. Porque arma pode e chumbinho não pode? Quem produz e comercializa o veneno não o faz para matar animais abandonados e sim pragas nocivas à saúde pública. Quem produz e comercializa armas, não o faz para bandidos (Eu creio) só que o problema é a falta de controle. Como saber quem é quem?


Minha opinião pessoal: Não tenho medo de bandidos, tenho medo das armas que eles carregam. Fico imaginando como será o futuro com essa liberação. Será que os “cidadãos de bem” que me fecham no trânsito, que usam som alto, que dão demonstrações claras de preconceito nas redes sociais serão barrados? Aposto que estes serão os primeiros na fila para compra de armas, tal qual as filas para comprar iphones nos grandes centros.


Acho que os verdadeiros cidadãos de bem, devem se manifestar, pois a arma mais efetiva é a inteligência, e para se portar armas de fogo este com certeza não será um requisito. No passado isso se chamava “Apelar para a ignorância”. Pense nisso.

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