terça-feira, 10 de abril de 2012

Preconceito

Esta manhã presenciei uma cena intrigante, e que geraria um debate de semanas.

Estava eu tomando café em uma padaria, e noutra mesa, um caminhoneiro já estava quase terminando seu desjejum quando me sentei para começar meu primeiro lazer matinal.

Depois de uns minutos, vi uma atendente correr para a saída, quando pelos comentários constatei que o caminhoneiro aproveitou um cochilo geral e tratou de sair sorrateiramente e sem pagar. R$ 3,00 pelo que ouvi.

Outro cidadão que lanchava na mesa ao lado comentou:

- A placa era do interior do Paraná!

Não deu outra! Uma tendente lascou em seguida:

- Tá explicado!

Quase engasguei nessa hora! Me lembro quando vim morar em Jaraguá do sul, no milênio passado, quando a população era de 70.000 habitantes e o que mais se ouvia eram frases deste tipo discriminando os paranaenses.

Quase vinte anos depois, já com o dobro da população, me espanta constatar que o preconceito continua nos bastidores e nas mentes da raça pura.


Outro cliente chegava naquele instante e teve o desagrado de perceber o que havia ocorrido e ouvir a pérola, e respondeu:


 - O que dizer então dos catarinenses que também fazem a mesma coisa?


Pelo que vi, este segundo cidadão, que nada tinha a ver com o peixe, era de origem paranaense, e eu, no lugar dele teria virado as costas e ido embora. Não sem pagar, mas sem comprar.


Lá eu não volto. Pena que o lanche era gostoso, mas não me alimento só de pastéis.

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