quarta-feira, 4 de abril de 2012

Assertividade e proatividade

Tenho acompanhado diversos debates em torno da política em nossa cidade e vejo pessoas tentando dar à ela uma nova feição, fundada em idéias e propostas, enquanto outros, as vezes com razão, aproveitam os espaços para criticar e apontar culpados.

Questiono até que ponto é necessário para o crescimento da cidade apenas se laventar uma visão crítica e extremada, temperada com ataques a quem quer que seja, apontando que tudo está mal, com uma carga demasiada de pessimismo?

Quando me deparo com posicionamentos inflexíveis, de oito ou oitenta, confesso que não me concentro nos argumentos em si, mas na postura. Para mim, um debate pode até ser vencido por quem tem razao, mas o que este "ter razão" trará de construtivo? Muitas vezes só serve para alimentar o ego, e na verdade mascara e tenta legitimar um autoritarismo nem tão oculto.

Não basta se ter razão. De nada vale ganhar um debate e provar que se tem razão, se nesta louca busca de dialética o outro sai destruído. Prefiro a alteridade. Prefiro me posicionar no lugar do outro e procurar entender seu raciocínio. Prefiro tratar o adversário como adversário e não como inimigo.

Muitos dizem aplicar o método de Sócrates, contudo o fazem da forma errada! Nunca vi alguém sair de uma discussão convencido da idéia do outro e abraçando a luta do outro. Geralmente o embate acirrado de idéias só constrói mais distanciamento.

Precisamos de assertividade e proatividade. De ponderação na hora de defender idéias sem causar divisões desnecessárias, e de capacidade de colocar as idéias em prática e testá-las como método de convencimento e adesão. De nada adianta se limitar a apontar erros e culpados. Mais que isso precisamos de soluções!

4 comentários:

  1. kkkkkkkkk mas que bosta é este blog?

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  2. Manter um espírito de conciliação em nome do bem da comunidade é colaborar para a manutenção do "status quo", isto é, do sistema vigente. Para quem quer de fato transformar a sociedade não há como conciliar interesses. Há o interesse individualista (liberal) e o coletivista (socialista ). Enquanto houver opressores e oprimidos, haverá esquerda e direita - só há dois lados, porque quem está no centro, em cima do muro, colabora com o sistema vigente. É de direita, pois. Qual a diferença? No caso de Indaial, por exemplo, o prefeito, com quem eu não concordava em todos os assuntos, governou de forma mais descentralizada, procurando atender a todos os segmentos da população com ênfase às classes mais pobres - o governo de hoje privilegia o centro da cidade e bairros próximos, da classe mais alta.

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  3. Reni, entendo que a dicotomia esquerda e direita deve ser respeitada como um referencial teórico, mas não dá conta de um processo de transformação social. Quando a sociedade se dividia entre os que tinham e os que não tinham acesso aos meios de produção, isto era mais simples. Hoje muitos cidadãos conseguem acesso a meios de produção e se transformam em autogestores, coisa que não existia quando se escreveu "o capital". É bem mais fácial adotar uma postura de redução, do que enfrentar a difícil tarefa de conviver e respeitar a diversidade e a complexidade do arco-íris social. Taxar e rotular constrói mudança? Colocar todas as cores em caixas preto e branco, não condiz com os princípios do socialismo. Uma outra forma de se colocar ao lado dos mais fracos é possível.

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  4. Geralmente aparecem anônimos e falam daquilo que tem na cabeça!

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