terça-feira, 20 de março de 2012

Fiquemos antenados

Para contribuir com o debate antenológico:


Dispõe sobre a instalação do sistema de antenas por titulares de licença de Estação de Radiocomunicações, e dá outras providências.
        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei :
        Art. 1º Ao permissionário de qualquer serviço de radiocomunicação é assegurado o direito de instalação da respectiva estação, bem como do necessário sistema ou conjunto de antenas, em prédio próprio ou locado, observados os preceitos relativos às zonas de proteção de aeródromos, heliportos e de auxílio à navegação aérea.
        Parágrafo único. O sistema ou conjunto de antenas deverá ser instalado por pessoa qualificada, em obediência aos princípios técnicos inerentes ao assunto, observadas as normas de engenharia e posturas federais, estaduais e municipais aplicáveis às construções, escavações e logradouros públicos.
        Art. 2º O permissionário de qualquer serviço de radiocomunicação é responsável pelas despesas decorrentes da instalação do seu sistema ou conjunto de antenas, bem como pela sua manutenção e por eventuais danos causados a terceiros.
        Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
        Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
        Brasília, 15 de julho de 1994; 173 da Independência e 106º da República.
ITAMAR FRANCO
Djalma Bastos de Morais

terça-feira, 6 de março de 2012

Recorde e agradecimento

Hoje batemos o recorde de Visualizações em um dia (75)!

Já passamos de 3.000 visualizações em um ano.

Obrigado a todos!

Vamos continuar botando pra ferver neste ano!

Onde encontrar cada um?

Prestem atenção nos endereços. Só o Ivo é encontrado no Gabinete da Prefeita.



Obrigado colega Eduardo Bertoldi por identificar este Curioso Detalhe!
Como se diz no Facebook: kkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 1 de março de 2012

A inferioridade no ensino superior

Esta semana me deparei com  situações envolvendo  universidades conhecidas, e com as seguintes campanhas publicitárias:

UNIVALI (clique na imagem para ampliar)
FURB (clique na imagem para ampliar)

CATÓLICA


 
Me surpreende o descompromisso com valores morais e éticos, tanto no conteúdo como na tentativa de passar falsas impressões e falsas ideias com o mero objetivo de vender seus cursos.

No primeiro caso, deixa-se passar a ideia simplista de que com apenas uma pós-graduação se pode ser Professor Universitário, sem ressalvar as divergências e diversidades inseridas no conceito de pós-graduação (mestrado, lato sensu  e stricto sensu) e sem mencionar as exigências do MEC para esse cargo.

No segundo caso, vê-se uma clara promessa de sucesso invocando o  glamour sobre o enfadonho título de “executivo”. Faz apologia à aparência, como se um terno e um sapato Italiano fizesse alguma diferença na capacidade de um indivíduo, e no que define o sucesso de um empreendimento. Ainda têm  o descalabro de chamar a promoção de CONCURSO CULTURAL!

No terceiro caso, tenta passar um sentimento subliminar de automatismo de que comprando o curso, terá um novo cargo. Esta situação pode ser melhor entendida lendo as leis que  abaixo serão realcionadas.

Enumero então alguns trechos de leis que ilustram o quanto esta prática publicitária é condenável,  demonstrando o quão pobre as universidades podem ficar, quando se acometem do desespero mercadológico!

Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

Artigo 44  - Pela sua importância econômica ou social, pelo seu volume, pelas suas repercussões no indivíduo ou na sociedade, determinadas categorias de anúncios devem estar sujeitas a cuidados especiais e regras específicas, além das normas gerais previstas neste Código. Essas regras específicas figuram mais adiante como "Anexos" a este Código e, alguns casos, resultaram de valiosa colaboração de Associações de Classe que prontamente se identificaram com o espírito do presente Código. São eles, pela ordem:
(...)
Anexo B - Educação, Cursos, Ensino;

Anexo B
Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade a que se refere este Anexo observará as seguintes recomendações:

4. Não deverá afirmar ou induzir o Consumidor a crer que a inscrição ou matrícula no curso lhe proporcionará um emprego, a menos que o Anunciante assuma, no mesmo anúncio e com clareza, total responsabilidade.

(...)

6. Não se permitirão promessas de sucesso ou promoção garantida na carreira profissional do aluno, a não ser que tais fatos sejam comprováveis.

Código de Defesa do Consumidor
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...)
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.
(...)
Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:
Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

(...)

Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Pensem Nisso