segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A província - parte 1


Neste mês, me revesti da qualidade de consumidor de cultura em Indaial. Fui assistir apresentações na Fundação e o encerramento dos grupos de dança no Pavilhão do Parque “River Rock”.

A apresentação da fundação tratava-se de Viola caipira, sendo uma apresentação de um grupo local, e a outra de um artista nacional. (Índio Cachoeira – Trazida pelo SESC).

Os artistas foram excelentes, mas vou analisar e comentar os aspectos de gestão dos eventos, que são o objeto de minha indignação.

Para começar, o local não dispõe de palco, o que prejudica a visibilidade no caso de muito público. O que também não foi o caso, pois a divulgação é pífia.

A própria fundação e seus horários impossibilitam uma participação mais popular, haja vista não termos horários de ônibus à noite.

Já de início, uma falha na iluminação mobilizou todos para o andar inferior, mas me preocupa o fato de que a manutenção da casa está neste patamar.

Na apresentação do Parque, a maior decepção. Novamente as crianças (baixinhas) se apresentando sem palco e o público tendo que se levantar das cadeiras para ver alguma coisa. Resultado, Muitos indignados pois não viram nada. O Som: horrível!

Menção honrosa para muitos espectadores que esbanjando falta de educação se atravessavam na frente de pessoas sentadas no afã de fotografar e filmar. Não dava pra saber se queriam mesmo isso ou apenas exibirem seus celulares e tablets de ultima geração.

Me perdoem os funcionários da Fundação, acredito que fazem o melhor que conseguem, mas falta muito para nossas atividades culturais se constituírem uma boa opção para a população. Para um pequeno grupo já satisfaz, justificando o título deste artigo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eleições Municipais

Um processo eleitoral visto por cidadãos alheios à participação política, jamais será compreendido em sua totalidade e complexidade, sem um mínimo de leitura ou envolvimento. Numa sociedade cada vez mais apática aos processos políticos, onde dia-a-dia são bombardeados com manchetes vitaminadas de escândalos, cada vez menos cidadãos se interessam em conhecer os meandros da vida partidária, resumindo sua cidadania ao exercício do voto obrigatório.

Como resultado, vemos uma enorme parte da sociedade se dedicar a formular julgamentos apressados e generalismos estéreis, tudo isso pelo comodismo de se contentar com o conhecimento superficial e distorcido adquirido exclusivamente pelos mecanismos de imprensa.

De outro lado, vemos um avanço interessante nas regras eleitorais, ora formuladas em leis, ora em resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, aperfeiçoando o sistema, e coibindo alguns abusos, contudo, se trata de um processo lento, cujos resultados são imperceptíveis aos avessos e distantes críticos.

Nestas mudanças, vemos ainda muitos caminhos a serem trilhados, e em especial quando se trata de eleições municipais para escolha de prefeitos e vereadores.

Hoje, ainda temos uma cultura eleitoral focada na pessoa, como quem espera um herói capaz de salvar e cobrir as expectativas das princesas em suas torres. As normas precisam ser aprimoradas no sentido de superar este entrave cultural. Há muito as normas eleitorais privilegiam os partidos, mas isso nunca foi suficiente para romper este paradigma.

No município, a figura do Prefeito é vista como um “governante”, quando todas as normas o qualificam na verdade como um administrador. Administrador este que nunca trabalha isoladamente, mas que depende da configuração de um time (secretariado) e, de igual forma, de diversas autorizações legais para atuar (câmara de vereadores).

Os vereadores, por sua vez são vistos como “lideres comunitários remunerados” e verdadeiros “atravessadores da cidadania”. As expectativas de sua atuação são mais para “ajudar” a solucionar as demandas que são responsabilidades do poder executivo, do que a verdadeira atuação fiscal e legislativa. Não é incomum os mesmos serem inclusive alvo de pedidos de verdadeiras “esmolas” de toda natureza, e muitos acabam nutrindo este circulo vicioso.

Outra incongruência normativa, justamente se encontra no processo de escolha destes representantes. De fato, para um cidadão se ver representado na atuação legislativa, é necessária constituição de uma maioria para aprovação dos projetos e proposições. Numa câmara constituída de treze vereadores, é necessário para a aprovação de projetos comuns, no mínimo sete votos (vereadores), e em alguns casos especiais, nove votos (vereadores). Porque razão ao cidadão somente lhe seja oportunizada a escolha de um único representante?

Jamais seu voto, ainda que vitorioso, vai conseguir responder a alguma expectativa sua, sendo até razoável que neste cenário, o cidadão acabe por “inventar” uma utilidade para seu representante, diferente e divergente das obrigações constitucionais.

Até que este sistema se aperfeiçoe, se fazem necessários o conhecimento e participação partidária, pois assim, o cidadão deixa de atuar passivamente, e passa a construir e colaborar com a solução coletiva deste e de diversos outros impasses.

Mesmo continuando a votar em um único vereador, com a participação partidária, o cidadão passa a contribuir para que mais vereadores alinhados a um projeto coletivo possam enfim representar suas idéias e anseios e porque não, possa ele mesmo ser o candidato que sempre esperou que outros fossem. Lembrando ainda, que é nos partidos que se escolhem os candidatos e muitas vezes, o próprio colegiado que atuará no poder executivo.

Na política cabe a todos escolherem se ficam na arquibancada torcendo a favor ou contra, ou se entram em campo e fazem o jogo acontecer!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Caros amigos

estarei fora do ar durante este processo eleitoral! Infelizmente, é dificil conciliar assuntos pessoais com eleições em duas cidades.

Em outubro recomeço minhas postagens.

Até!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Nostalgia


Se você já fez alguma coisa destas, pode ter algo a ver com minha infância.

  • Subir em árvores para colher frutas;
  • Descer morro com carrinho de rolamentos;
  • Jogar bola na chuva e na lama;
  • Comer pinhão assado na chapa de fogão a em dia de temperatura negativa;
  • Comer pinhão assado em fogueira no meio do mato;
  • Pescar;
  • Fazer jangada de madeira velha pra andar em enchente;
  • Balançar em cipó;
  • Banho de rio;
  • Cair num rio depois de balançar em um cipó (isso sim era desafio ao perigo);
  • Acampar embaixo de lençol dentro do quarto;
  • Tiro ao alvo com estilingue;
  • Descer morro de grama em cima de placas de papelão;
  • Brincar de esconder num campo cheio de vegetação de meia altura que chamávamos de “vassouras”;
  • Fazer carrinho com latas de leite ninho cheias de areia e puxadas com barbante;
  • Brincar de rodar um pneu com um pedaço de cabo de vassoura;
  • Jogar bola de gude (que chamávamos de quilica);
  • Jogar vôlei com duas varas e uma corda;
  • Treinar salto com vara com cabo de vassoura;
  • Jogar futebol com traves feitas de havaianas numa rua;
  • Jogar taco à noite sem enxergar a bolinha;
  • Fazer e empinar pipas;
E por fim, dormir sonhando em continuar no dia seguinte!

(Confessa que você sente um nozinho na garganta, confessa!).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

1992 - 2012 e “Corrupção”.

Há quase vinte anos atrás, o Brasil pela primeira vez na história, derrubava um presidente sem disparo de nenhum tiro. Motivo: Dito presidente que se elegeu com a marca de combate à corrupção (caçador de marajás) foi denunciado pelo próprio irmão por envolvimento com esquemas de corrupção.

Para desavisados, isto poderia representar que lá atrás e hoje, teríamos um mesmo cenário, mas quero demonstrar as diferenças dos dois períodos, pois muitos que hoje falam pelos cotovelos, na época eram crianças ou nem eram nascidos.
Enquanto em 1992 a inflação anual chegava aos desmedidos 1.149,05% hoje temos como meta para 2012, 4,5%.

Naquela época, a preocupação central da população era a perda diária do poder aquisitivo. Dentro de um dia um produto era aumentado até mais de duas vezes, sendo que o salário 
apenas era reajustada uma vez ao mês, e nunca acompanhava as perdas.

Hoje isto é coisa do passado! Temas recorrentes hoje são copa do mundo , se vamos ou não passar vergonha, apagão aéreo, corrupção,  etc...

Em 1992, um brasileiro de classe média nem sonhava em uma viagem de avião. As manchetes eram as rodoviárias lotadas em feriados, hoje são os aeroportos. Quem diria!
Telefone era declarado em Imposto de renda e valia o preço de um terreno. Hoje, tem crianças de 12 anos que carregam um no bolso.

Hoje podemos falar de corrupção e dizer que o governo cobra muitos impostos e não faz nada. Vinte anos atrás rezávamos para que o governo nos salvasse da inflação e aceitávamos tudo para garantir um emprego e o pão na mesa. Se hoje podemos nos preocupar com corrupção é porque na história deste país alguém fez alguma coisa. Hoje Presidentes de Tribunal de Justiça e políticos famosos são presos, ou pegos nas câmeras ocultas da vida. No passado eram professores universitários que falavam mal do governo militar durante suas aulas, e no dia seguinte desapareciam.

Não acredito que a corrupção aumentou. Acredito que a percepção aumentou, e de alguma forma, aquela diminuiu. Caso contrário, não teríamos as taxas de inflação e de emprego de hoje. Hoje o governo viabiliza moradia para população carente a R$ 50,00 por mês. Em 1992, eu internaria quem dissesse uma blasfêmia dessas.

E apesar disso em 1992 eu era milionário.... Olha minha CTPS para provar:

Clique na imagem para ampliar!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Preconceito

Esta manhã presenciei uma cena intrigante, e que geraria um debate de semanas.

Estava eu tomando café em uma padaria, e noutra mesa, um caminhoneiro já estava quase terminando seu desjejum quando me sentei para começar meu primeiro lazer matinal.

Depois de uns minutos, vi uma atendente correr para a saída, quando pelos comentários constatei que o caminhoneiro aproveitou um cochilo geral e tratou de sair sorrateiramente e sem pagar. R$ 3,00 pelo que ouvi.

Outro cidadão que lanchava na mesa ao lado comentou:

- A placa era do interior do Paraná!

Não deu outra! Uma tendente lascou em seguida:

- Tá explicado!

Quase engasguei nessa hora! Me lembro quando vim morar em Jaraguá do sul, no milênio passado, quando a população era de 70.000 habitantes e o que mais se ouvia eram frases deste tipo discriminando os paranaenses.

Quase vinte anos depois, já com o dobro da população, me espanta constatar que o preconceito continua nos bastidores e nas mentes da raça pura.


Outro cliente chegava naquele instante e teve o desagrado de perceber o que havia ocorrido e ouvir a pérola, e respondeu:


 - O que dizer então dos catarinenses que também fazem a mesma coisa?


Pelo que vi, este segundo cidadão, que nada tinha a ver com o peixe, era de origem paranaense, e eu, no lugar dele teria virado as costas e ido embora. Não sem pagar, mas sem comprar.


Lá eu não volto. Pena que o lanche era gostoso, mas não me alimento só de pastéis.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Assertividade e proatividade

Tenho acompanhado diversos debates em torno da política em nossa cidade e vejo pessoas tentando dar à ela uma nova feição, fundada em idéias e propostas, enquanto outros, as vezes com razão, aproveitam os espaços para criticar e apontar culpados.

Questiono até que ponto é necessário para o crescimento da cidade apenas se laventar uma visão crítica e extremada, temperada com ataques a quem quer que seja, apontando que tudo está mal, com uma carga demasiada de pessimismo?

Quando me deparo com posicionamentos inflexíveis, de oito ou oitenta, confesso que não me concentro nos argumentos em si, mas na postura. Para mim, um debate pode até ser vencido por quem tem razao, mas o que este "ter razão" trará de construtivo? Muitas vezes só serve para alimentar o ego, e na verdade mascara e tenta legitimar um autoritarismo nem tão oculto.

Não basta se ter razão. De nada vale ganhar um debate e provar que se tem razão, se nesta louca busca de dialética o outro sai destruído. Prefiro a alteridade. Prefiro me posicionar no lugar do outro e procurar entender seu raciocínio. Prefiro tratar o adversário como adversário e não como inimigo.

Muitos dizem aplicar o método de Sócrates, contudo o fazem da forma errada! Nunca vi alguém sair de uma discussão convencido da idéia do outro e abraçando a luta do outro. Geralmente o embate acirrado de idéias só constrói mais distanciamento.

Precisamos de assertividade e proatividade. De ponderação na hora de defender idéias sem causar divisões desnecessárias, e de capacidade de colocar as idéias em prática e testá-las como método de convencimento e adesão. De nada adianta se limitar a apontar erros e culpados. Mais que isso precisamos de soluções!

terça-feira, 20 de março de 2012

Fiquemos antenados

Para contribuir com o debate antenológico:


Dispõe sobre a instalação do sistema de antenas por titulares de licença de Estação de Radiocomunicações, e dá outras providências.
        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei :
        Art. 1º Ao permissionário de qualquer serviço de radiocomunicação é assegurado o direito de instalação da respectiva estação, bem como do necessário sistema ou conjunto de antenas, em prédio próprio ou locado, observados os preceitos relativos às zonas de proteção de aeródromos, heliportos e de auxílio à navegação aérea.
        Parágrafo único. O sistema ou conjunto de antenas deverá ser instalado por pessoa qualificada, em obediência aos princípios técnicos inerentes ao assunto, observadas as normas de engenharia e posturas federais, estaduais e municipais aplicáveis às construções, escavações e logradouros públicos.
        Art. 2º O permissionário de qualquer serviço de radiocomunicação é responsável pelas despesas decorrentes da instalação do seu sistema ou conjunto de antenas, bem como pela sua manutenção e por eventuais danos causados a terceiros.
        Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
        Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.
        Brasília, 15 de julho de 1994; 173 da Independência e 106º da República.
ITAMAR FRANCO
Djalma Bastos de Morais

terça-feira, 6 de março de 2012

Recorde e agradecimento

Hoje batemos o recorde de Visualizações em um dia (75)!

Já passamos de 3.000 visualizações em um ano.

Obrigado a todos!

Vamos continuar botando pra ferver neste ano!

Onde encontrar cada um?

Prestem atenção nos endereços. Só o Ivo é encontrado no Gabinete da Prefeita.



Obrigado colega Eduardo Bertoldi por identificar este Curioso Detalhe!
Como se diz no Facebook: kkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 1 de março de 2012

A inferioridade no ensino superior

Esta semana me deparei com  situações envolvendo  universidades conhecidas, e com as seguintes campanhas publicitárias:

UNIVALI (clique na imagem para ampliar)
FURB (clique na imagem para ampliar)

CATÓLICA


 
Me surpreende o descompromisso com valores morais e éticos, tanto no conteúdo como na tentativa de passar falsas impressões e falsas ideias com o mero objetivo de vender seus cursos.

No primeiro caso, deixa-se passar a ideia simplista de que com apenas uma pós-graduação se pode ser Professor Universitário, sem ressalvar as divergências e diversidades inseridas no conceito de pós-graduação (mestrado, lato sensu  e stricto sensu) e sem mencionar as exigências do MEC para esse cargo.

No segundo caso, vê-se uma clara promessa de sucesso invocando o  glamour sobre o enfadonho título de “executivo”. Faz apologia à aparência, como se um terno e um sapato Italiano fizesse alguma diferença na capacidade de um indivíduo, e no que define o sucesso de um empreendimento. Ainda têm  o descalabro de chamar a promoção de CONCURSO CULTURAL!

No terceiro caso, tenta passar um sentimento subliminar de automatismo de que comprando o curso, terá um novo cargo. Esta situação pode ser melhor entendida lendo as leis que  abaixo serão realcionadas.

Enumero então alguns trechos de leis que ilustram o quanto esta prática publicitária é condenável,  demonstrando o quão pobre as universidades podem ficar, quando se acometem do desespero mercadológico!

Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

Artigo 44  - Pela sua importância econômica ou social, pelo seu volume, pelas suas repercussões no indivíduo ou na sociedade, determinadas categorias de anúncios devem estar sujeitas a cuidados especiais e regras específicas, além das normas gerais previstas neste Código. Essas regras específicas figuram mais adiante como "Anexos" a este Código e, alguns casos, resultaram de valiosa colaboração de Associações de Classe que prontamente se identificaram com o espírito do presente Código. São eles, pela ordem:
(...)
Anexo B - Educação, Cursos, Ensino;

Anexo B
Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade a que se refere este Anexo observará as seguintes recomendações:

4. Não deverá afirmar ou induzir o Consumidor a crer que a inscrição ou matrícula no curso lhe proporcionará um emprego, a menos que o Anunciante assuma, no mesmo anúncio e com clareza, total responsabilidade.

(...)

6. Não se permitirão promessas de sucesso ou promoção garantida na carreira profissional do aluno, a não ser que tais fatos sejam comprováveis.

Código de Defesa do Consumidor
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
(...)
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.
(...)
Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:
Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

(...)

Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Pensem Nisso

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Riscos do espontaneísmo

Li recentemente notícia sobre os conflitos armados dentro da Líbia, onde diversas facções (milícias) disputam territórios e tentam construir seus feudos à bala.

Vemos do Egito o descontentamento popular com os substitutos do ditador deposto e manifestações contra o governo de transição.

O espontaneísmo de “marchas contra corrupção” e manifestações até bem intencionadas, não podem se inclinar para o vazio. Dizer que algo está errado, somente, não resolve o problema. Precisamos de saídas e soluções.

Se estou descontente com uma liderança, que outra melhor tenho para apresentar???? Deixar o espaço vazio é perigoso!

Veja a Líbia como Exemplo:

                                            Foto: reuters

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O DISCURSO E A PRÁTICA

Era 1986 quando em um curso da Pastoral da Juventude em rio do Sul, ouvi do Palestrante (Ranulfo Peloso) a seguinte frase: 

A VERDADE INDEPENDE DO CANALHA QUE A PRONUNCIA!

Ele explicava que a verdade poderia vir da boca tanto de um traficante como do Papa, e não ficava mais ou menos verdade por causa de quem falava.

Hoje, muitas pessoas usam de temas politicamente corretos para se promoverem, e para camuflar da opinião pública o que são na realidade, e muitas vezes passam dos limites e deixam seus rastros, pois na ânsia de se apresentarem como MORAIS, esquecem de agirem com ÉTICA.

Dou um exemplo real:

Em visita à UNERJ, passando em frente á sala do DCE, me deparei com uma visão hilária: O mural do DCE!

Me pergunto seria o DCE uma ferramenta de simples promoção pessoal do atual dirigente???


90% do referido mural, porta  matérias jornalísticas que colocam o atual dirigente em evidência, inclusive entrevistas onde o mesmo declara sua filiação partidária e sua pré-candidatura. Poucas peças trazem alguma informação típica da  “instituição”.

Vejam as imagens e tirem suas conclusões (clique para ampliar):