quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO


A Psicologia, em seus diversos estudos sobre o comportamento humano, aponta para a existência de um apego exagerado dos indivíduos em “zonas de conforto”. Estas são conceitos, idéias, atitudes, que não lhe causam riscos e que o mantém em seu status e com segurança.

Muitas pessoas adotam este comportamento quando vão estabelecer uma conduta crítica, incorrendo na generalização. Assim, ao invés de se comprometer com a tarefa às vezes espinhosa de separar o joio do trigo, incorrem na confortável (e irritante) postura de generalizar.

A mídia nacional hoje mostra um exemplo desta situação ao cobrir as mobilizações contra a corrupção.

Vemos muitas manifestações legítimas e fundamentadas, pedindo o fim das votações secretas e a efetividade da Lei da ficha Limpa, e por outro lado, vemos nestes movimentos muitos cidadãos ”apolíticos” que se vangloriam de não fazerem parte de nada. Estes generalizam e colocam todos os políticos na vala comum. Pior! Se identificam com a geléia geral e anônima oriunda das redes sociais (os puros e descontaminados.)

A solução para a problemática da corrupção, além do viés de resgate de valores morais pela educação, passa também pelo aprimoramento das leis, da ação do poder judiciário e da sociedade.

As leis são produtos da classe política, e quer gostemos ou não, serão políticos que irão modificá-las e melhorá-las. Quer gostemos ou não, quer seja rápido ou lento,  serão promotores e juízes que promoverão o julgamento e a punição dos que não as observarem.

A generalização, apenas favorece os corruptos e os maus políticos, pois o comportamento de aversão e afastamento apenas lhes favorecem, deixando a pista limpa, desmotivando ainda mais aos honestos e bem intencionados (sim, eles existem!).

A sociedade, precisa se enxergar como tal, e os cidadãos saírem de seus casulos e de suas zonas de conforto, e assumirem suas culpas e responsabilidades por atos e omissões coletivas.

Os Movimentos Sociais não podem cair no espontaneísmo e devem dar uma passo além. O combate à corrupção passa pela identificação dos corruptos e corruptores, e se os cidadãos sabem de algo efetivo, devem denunciar.

Chega de oba-oba e disse-me-disse! Se há corrupção, diga onde! Diga como! Diga quem foi! Do contrário, é só blábláblá.

Pensem nisso!

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