quarta-feira, 29 de junho de 2011

UMA LIÇÃO PARA A HISTÓRIA

Recentemente a OTAN declarou que os hackerativistas do Anonymous eram uma ameaça para a sociedade, citando casos como, por exemplo, quando eles atacaram os sistemas das empresas que entraram no boicote contra o Wikileaks.

A Anonymous respondeu com a fantástica carta aberta que você lê logo abaixo:
Saudações, amigos da Otan. Nós somos a Anonymous (*)
Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.
Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.
Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem quem se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Separados ao nascer II - A Missão

Estrelando













Claudio Tubbs                 Smeagol



Carol Tomaselli                           Candace 
                                                    (Irmã de Fineas e Ferb)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

OPINIÃO PÚBLICA

Advertência: Este artigo está sendo escrito sem medo de desagradar a opinião pública. Tem apenas a finalidade de tornar, minha própria opinião: publica.

Segundo o dicionário Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Opinião), a palavra opinião teria o seguinte significado e origem histórica:

Opinião

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Na Filosofia de Parmênides, opinião (doxa, (do grego δόξα, doxa, « opinião », « conjectura ») é a idéia confusa acerca da realidade e que se opõe ao conhecimento verdadeiro.[1]

Assim, as análises baseadas em opiniões são bem distintas das idéias baseadas na observação metódica dos fatos.

Em jornalismo, a opinião de um veículo é expressa no seu editorial. O chamado "jornalismo de opinião" é um gênero realizado por colaboradores, geralmente denominados colunistas, que não necessariamente representam a opinião do veículo.

Quanto ao termo publica, entendo que o sentido do mesmo se refere à “originada de uma maioria”, até porque se entendermos como correto utilizarmos “originada de todos” estaríamos exagerando e caindo no ridículo e no descrédito.

Nos debates e nas polêmicas, em geral, muitos utilizam dos veículos de comunicação, como se fossem profundos conhecedores e porta-vozes da “opinião pública” (verdadeiros advogados sem procuração).

Estes discursos muitas vezes até possuem respaldo na opinião de muitas pessoas, contudo, me surpreende como tais oradores são contraditórios, generalistas e manipuladores.

Quando interessa, culpam o povo, os eleitores, pelos desmandos da política. Quem de nós não ouviu comentários do tipo:

“O povo tem o governo que merece.”

“Os Culpados são os que elegem pessoas como o Deputado Tiririca.”

Quando é de seu interesse, dizem:

“Tal acontecimento deixou claro que o povo é contrário a essa lei.”

Quando ganham uma eleição dizem:

“ O povo sabiamente me escolheu. A vontade popular tem de ser respeitada.”

Quando perdem:

“O povo é ignorante e desconhece a política.”

No frigir dos ovos, devemos nos perguntar se em cada polêmica realmente existe alguma pesquisa científica que deixe claro qual a opinião publica, pois do contrário cada um se apropria como bem entende, e quando lhe convém.

Só para ilustrar: uma pesquisa do TSE feita no final do ano de 2010, indica que uma parcela significativa dos eleitores, naquela data já haviam esquecido em quem votaram para Deputados Federais e  Senadores. (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/29/pesquisa-revela-que-muitos-eleitores- esqueceram-em-quem-votaram-923135787.asp). Podemos presumir que hoje o percentual é muito maior.

Então, até que ponto a opinião pública deve ser considerada fundamental num debate?

Devemos lembrar que, pela conceituação mostrada acima, a mesma se trata de uma ideia confusa da realidade, e não uma verdade propriamente dita.

Precisamos considerar que em geral, a opinião pública,  não se funda em conhecimento científico e estudo aprofundado, muitas vezes se balizando apenas no subjetivismo e “indo no embalo” da opinião editorial de alguns  veículos de comunicação.

A opinião individual sempre deve ser respeitada, e opiniões que coincidem coletivamente não devem apenas ser utilizadas por interesse e depois esquecidas, pela conveniência dos manipuladores e  porta vozes.

O fato de uma ideia ser avalizada por muitos não faz dela uma verdade automaticamente. A coincidência de ideias pode muitas vezes apenas significar uma coincidência de equívocos.

O ser humano erra e nunca deve se fechar em suas opiniões. Nossas ideias individuais não são um fim em si mesmo. O tijolo não é a obra, e a obra não é o tijolo.

Pensem Nisso!

terça-feira, 7 de junho de 2011

SEPARADOS AO NASCER

    Ambrósio                             Humorista e Ator Jim Varney



    Zapella                            Ator John Goodmann

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O PRÓXIMO ATO

Já considero a discussão do número de vereadores ultrapassada. Seja qual for o resultado, todos devemos nos preparar para os passos seguintes, que culminarão com as eleições de 2012.

Infelizmente a grande maioria dos eleitores não participam e não compreendem o que se passa nos bastidores de um processo eleitoral, desconhecendo os meandros desta fascinante ciência que é a política.

Cada vez que ouço críticas generalizadas aos políticos, lembro minha pequena filhinha, que nas refeições vive dizendo não gostar disso e daquilo, sendo que sei muito bem que se tratam de pratos que nunca experimentou.

Sobre as críticas daqueles que gostariam de ver reduzida a câmara de vereadores, infelizmente, seus argumentos foram muito pobres e enganadores. Tentaram iludir as pessoas de que a opinião pública era contra, (sendo que a grande maioria nunca foi consultada), disseram que a audiência pública deixou clara a vitória dos “contra”, ignorando as vozes dos “a favor”, Alegaram generalidades acerca dos gastos, tudo sem nenhum fundamento concreto. Além do descontentamento, nunca apresentaram nenhum número específico. Que falta de qualidade!!!!

Estamos mesmo assim, todos desafiados a construir propostas e plataformas renovadoras e factíveis. Devemos construir espaços de discussão comprometidos com a verdade e com cada vez mais participação popular, não confundida com assembleias específicas que reúnem no máximo trezentas pessoas. Nossa população passa de 140.000 habitantes, e devemos qualificar nossas intervenções e nossos debates para cada vez abranger mais e mais pessoas.

Não podemos pensar a política de nossa cidade como se ocorresse apenas em um espaço.

Todo este debate em torno da Câmara de Vereadores, me faz pensar na seguinte indagação:

Onde esta o poder executivo? (Até parece que não existe mais).

Pensem Nisso!