segunda-feira, 23 de maio de 2011

ERRAR AINDA É HUMANO!


Não tem como deixar de comentar algo, quando em tudo que se lê, acaba se encontrando o assunto: Norma culta e o livro maldito! (Veja quadro em anexo.)

O que me impressiona no episódio foi o chilique que muitos doutores da língua tiveram. Nossa! Que horror! Estão ensinando a falar errado nos livros do governo!!!

Sempre que vejo uma manchete ou afirmação contundente, minha primeira reação é duvidar da amplitude que se está tentando dar ao assunto. Isto é da psicologia: quando se está tentando convencer, se exagera!

Não defendo que se deva deixar de ter parâmetros, contudo, no que diz respeito à língua, o certo e o errado DEVEM  ser flexibilizados.

Quem de nós, que moramos no sul, não temos a impressão de que os nordestinos não falam o português correto, contudo diversas pronuncias nossas é que estão equivocadas.

Gramática não prevê sotaques, apenas as  palavras em si mesmo, a boca não interessa! Quem fala, menos ainda.

Nosso país , além das diferenças que encontramos em quem teve acesso à escola e quem não teve, vemos também uma gama infindável de sotaques e regionalismos, mistura esta que para muitos parece ser algo ruim, pelo que vejo deste debate.

Peço licença para ilustrar com  o que um famoso  pensador e líder, dizia sobre estas diferenças:

“De acordo com o livro Mein Kampf ("Minha Luta"); Hitler desenvolveu as suas teorias políticas pela observação cuidadosa das políticas do Império Austro-Húngaro. Ele nasceu como cidadão do Império e acreditava que a sua diversidade étnica e linguística o enfraquecera. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo

Sempre quando vejo manifestações raivosas e intolerantes, lembro-me de nossa cultura germânica, e de que uma grande parcela da sociedade parece ter asco de pessoas de origem simples, tal como os Judeus para os Nazistas.

O Episódio lembra também as diversas manifestações geradas pelo jeito de falar do ex-presidente.

Acho que cabe nesse momento, utilizá-lo como exemplo, citando uma frase, para mim marcante, dita pelo festejado Luiz Fernando Veríssimo, na revista CAROS AMIGOS, quando perguntado se o mesmo compartilhava da opinião de que Lula era Analfabeto e precisava ler, o mesmo disse:

“Olha, com algumas exceções, como o Costa e Silva, que confundia latrocínio com laticínio, fomos sempre governados por homens letrados, muitos deles intelectuais de nome, que conseguiram construir o país mais desigual e injusto do mundo sem cometer um erro de concordância”.


Pensem Nisso!

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