quinta-feira, 10 de março de 2011

Número de Vereadores

Alguns Vereadores , acuados pela "opinião pública" estão cogitando manter o número de vagas nas casas de leis, em face de pressões que os mesmos estão sofrendo.

Pode ser que algum destes, possam mudar de idéia, mas faço estas considerações baseado nas posições que tenho escutado.

Qual um dos principais argumentos utilizados? PRECISAMOS OUVIR A VOZ DO POVO.

Sobre  a voz do Povo, trago à lembrança os seguintes dados para reflexão, com, base nos resultados da eleição de 2008 em Jaraguá do Sul, mas que servem de exemplo para qualquer cidade:

Votos validos                       
      72878

Verador mais votado                  2861
Diferença                                    70017
Vereador menos votado            1469
Diferença                                    71409
Média                                           70713

Assim, para cada vereador deste exemplo, no mínimo em média, setenta mil eleitores não optaram por eles, sendo assim, não estão no seu cargo pela vontade da maioria.

Pergunto:

Vão atender a vontade da maioria e pedir renúncia????

Sobre o argumento dos altos custos, penso que este debate deve perpassar os três poderes, inclusive o Judiciário.

Se acreditamos que não existam justificativas para aumento de cargos do Poder legislativo, devemos lembrar que esta insatisfação se deve ao fato de que maioria não entende de fato como funcionam os poderes e as esferas administrativas, e muito menos as regras do sistema eleitoral vigente.

A vontade da maioria não é a base da Democracia de nosso país, nossa Democracia se funda no Estado de Direito. (Se fosse pela vontade da maioria, o presidente Lula não teria saído da Presidência)

Se o argumento é o da economicidade, devemos lembrar a população que os recursos públicos que são devolvidos para o Executivo, nem sempre tem o destino desejado. É que o Poder Executivo recebe o valor no ano seguinte ao final do exercicio, sendo que esta receita se mistura com as demais, e no planejamento deste novo ano, apenas sobra mais recursos para serem aplicados nas políticas pseudo públicas, qual sejam, as obras  e serviços destinados mais a particulares com a intenção de captar votos, ao detrimento de obras e serviços de caráter realmente público.

Pense bem: Você realmente acredita que o percentual devolvido da câmara não vai ser desviado para fins ilícitos, através de super faturamentos em licitações, repasses à entidades  amigas do (dinheiro) do esporte, salários de parentes em cargos públicos, etc....????

Lembre também daquela liderança comunitária, que você votou e não conseguiu se eleger por poucos votos. Com o aumento do Numero de Veradores, estes podem vir a ocupar uma vaga, sendo mais difícil para uma administração corrupta, controlar um mumero maior de opositores.(caso a administração eleita seja parecida com a atual). 
Caso ainda não esteja convencido, sugiro que dê um consolo a este seu amigo  ou conhecido e sugira  ao mesmo mudar para Guaramirim que embora tenha menos habitantes poderá ter mais vereadores que Jaraguá do Sul.

Pense nisso!

Os Grandes, querem um Estado cada vez menor e que faça cada vez menos , economizando para ganharem cada vez mais. As empresas, representadas na cidade de Jaraguá do Sul pela luxuosa ACIJS, embora todos os números da economia mostrem seu crescimento, não dividem este com os trabalhadores, e criam suas estruturas que gastam vultuosos recursos que no final poderiam servir para aumentar os salários dos trabalhadores. Esta estrutura "ACIJS", embora seja mantida pelos recursos privados, estes recursos, muito bem poderiam servir para o salário dos trabalhadores, pois na verdade toda riqueza existente vem das mãos de quem trabalha.

Esta ACIJS  tem na cidade de Jaraguá do Sul 1192 associados  e uma diretoria de 15 membros e querem ter moral para falar da proporção de representação na câmara. 


Aposto que argumentarão utilizarem-se de  recursos privados para sua manutenção, mas repito, não acredito que existam verdadeiros recursos privados, pois toda riqueza vem dos trabalhadores e da grande massa da população.

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