quinta-feira, 31 de março de 2011

ELOGIO À IGNORÂNCIA

Ignorante(s): palavra muito usada no sentido pejorativo, mas merece na verdade este elogio.

Ouvi com frequência esta palavra, muitas vezes se referindo a políticos de origem humilde, que muitas vezes pecam no português que poucos de verdade dominam.

Recentemente em minha cidade, uma entidade estudantil requereu uma audiência pública, e na hora que pessoas simples, ao defenderem sua opinião, cometiam gafes, o que menos ocorreu foi audiência, pois esta foi abafada por vaias durante as falas. (Após as falas até seriam, com muito esforço, toleráveis)

Sobre o tema das falas, defendo democraticamente o direito da referida entidade estudantil de ter e defender sua opinião, o que foi lastimável foi perceber que os estudantes, mesmo cursando o ensino superior, ainda não foram e não estão educados.

Honrar pai e mãe. Aquela orientação religiosa dos cristãos, entendo não se referiam só aos nossos pais e nossas mães mas também aos dos outros. Muitos destes estudantes, creio também tenham pais e avós de origem humilde, que para muitos assuntos, são também ignorantes, mas pela vida e pela luta, são como os vaiados, portadores de sabedorias que mal-educados jamais conseguirão distinguir.

A ignorância é uma benção em muitos casos, e principalmente para os pais dos vaiadores, que ignoravam a postura de seus filhos naquele momento. O debate foi muito positivo, mas esta mancha, infelizmente cobriu o branco da iniciativa.

Para mim ficou o desafio: será que esta entidade, como ator social, irá empunhar as demais bandeiras a qual foi convocada? Ou será ela apenas  mais um peão na mão dos tentáculos de quem hoje está no poder? 


Quem está no poder, tende a querer que as coisas não mudem, coincidentemente a posição por eles defendida!

Pensem nisso!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O VOTO EM LISTA


Mesmo antes de dezembro de 1979, quando retornou ao cenário brasileiro o pluripartidarismo, as eleições são marcadas principalmente pelo voto direto onde o centro do ato de votar se encontra no indivíduo (exceto em eleições indiretas para presidente e golpe militar) O eleitor de um lado e o candidato de outro. Os partidos políticos são encarados pelo senso comum como um mal necessário, que para a grande maioria da população nem precisaria existir, tamanho seu desconhecimento e sua distância.

A democracia, como forma de organização política, onde a população (demos) tem o poder (kratos) de tomar as decisões, sempre teve como única alternativa a eleição de um líder. Uma espécie de herói e salvador, cuja honestidade e competência (muitas vezes apenas o primeiro atributo) se bastariam para resolver os problemas brasileiros.

Vivemos na política um cenário curioso, pois ao contrário do senso comum, na prática, as soluções nunca dependem exclusivamente de uma pessoa. Por exemplo:  Uma presidenta, se cerca de ministros e um cem número de cargos de livre nomeação. Isto vale para Governadores e prefeitos, ressalvadas as proporções.

Mais estranho ainda quando se tratam de cargos parlamentares (Federais, Estaduais e Vereadores). O Voto de todos os que os elegeram foi direcionado para uma pessoa, contudo, para que uma ideia, projeto ou benefício possa ser efetivado, precisa-se de fato da maioria simples e as vezes qualificada, dependendo da matéria, o que não se alcança com apenas uma pessoa.

O processo eleitoral, ainda, cria mais outra dependência do coletivo, pois nunca um candidato consegue número de votos suficiente para se eleger sem o auxílio da legenda (votos recebidos pelos demais candidatos de seu partido).

Por isso, a importância dos partidos políticos, e por isso a necessidade de se educar os cidadãos para esta importância. Não existem heróis, muito embora esta seja uma verdade inconveniente, pois somente se mostrando como heróis os candidatos recebam o voto popular.

A evolução da democracia precisa romper este circulo vicioso de falsas promessas e de baixa qualidade de candidatos e de eleitores. Precisamos fortalecer os partidos políticos sim, pois se uma figura pública não puder ter compromisso com um grupo pequeno como o partido político, também não terá compromisso com a sociedade, e se a sociedade não conseguir transformar estes pequenos grupos para melhor, ela própria também não evoluirá.

Por isto, nossa democracia se prepara para discutir o voto em lista, onde se deixará de votar em uma pessoa para votar em um time, e em um coletivo. A princípio, a resistência será grande, como qualquer resistência à mudanças, mas se pararmos para pensar no que é de fato melhor e mais verdadeiro, sem querer apenas agradar ao senso comum, muitos acabarão por defender esta proposta.

Pense nisso!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Humor do DEMo

Muitos sabem e muitos negam, mas o DEMOcratas, está internado na UTI, com diagnóstico de morte cerebral. Cabe ao Agripino Maia desligar os aparelhos.

Surge sempre uma dúvida cruel: Qual mesmo o significado da sigla DEM?

Nacionalmente surgiram duas versões mais aceitas:

  • Dinheiro Enfiado na Meia
e
  • Daqui a pouco Estaremos Mudando (o nome de novo)

Em Jaraguá do Sul, sugiro duas versões:

  • Desmontaremos Este Município

e, a mais adequada

  • Deu pra Empregar o Marido

sexta-feira, 18 de março de 2011

Plano Diretor

O Plano diretor, na sua opinião deve dirigir a cidade, ou será que a cidade deve dirigir o plano diretor?

Volta e meia surgem sugestões para alterar o plano diretor. Dá a impressão que ao invés de dirigir, acaba sendo dirigido.

Pense nisso...

terça-feira, 15 de março de 2011

Vamos ligar nossos radares.


Veja estes números do Orçamento do Estado de Santa Catarina:

Tribunal de Contas do Estado*            
R$ 147.266.025,00
Ministério Público
R$ 327.444.279,00
Fundo Especial do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público
R$ 316.942,00
Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Ministério Público
R$ 21.857.815,00

Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão
R$ 114.508.858,00
Polícia Civil
R$ 222.609.124,00
Polícia Militar
R$ 604.369.394,00

                                                           
Todos estes são direta e indiretamente aptos e pagos para combater a corrupção, mas quem descobre e denuncia a máfia das lombadas eletrônicas, é um repórter investigativo.

Pense nisso.    




* Todos os contratos da reportagem passam pelo Tribunal de faz de Contas.

O VOTO PARA VEREADOR

Para contribuir com o debate e esclarecer como as eleições proporcionais (para vereadores e deputados) funcionam, passo a discorrer sobre alguns itens, utilizando uma linguagem que espero seja clara o suficiente.

Certamente, você já deve ter escutado a seguinte frase: Não gosto de partidos políticos, eu voto é na pessoa!!!

 Sem medo de ofender, mas tal frase é oriunda da ignorância popular, ou seja, da falta de conhecimento sobre o funcionamento das eleições.

A MATEMÁTICA DAS ELEIÇÕES A VEREADOR.

Passo a explicar, utilizando como exemplo, algo que você já deve ter ouvido, ou seja o fato de que um determinado candidato a vereador ou deputado ter sido o indivíduo mais votado porém não se elegeu. Como pode isso acontecer?????  Matemática!!!

É que, ao contrário do senso comum, a legislação eleitoral brasileira utiliza os partidos políticos como centro de todo o processo. Veja este exemplo:

Um município qualquer que tenha 50.000 eleitores, por causa de votos brancos, nulos e ausências acaba por ter em torno de 45.000 votos válidos, e estes é que são realmente utilizados. (Votar em nulo, branco e se abster, não muda realidade alguma!!!! Apenas deixa de atrapalhar.)

Se a Câmara Municipal , possui 11 vereadores, por exemplo, significa que cada vaga representa 4.090 votos (quociente eleitoral – Numero de votos válidos dividido pelo numero de vagas).

Como já deve ter percebido, provavelmente nenhum candidato sozinho conseguirá este numero de votos, assim, o que a legislação considera é o resultado do Partido ou coligação.

Se um partido (ou coligação) considerando todos seus candidatos, chegar a ter 4.090 votos, terá um representante (o mais votado) na casa. Se tiver 8.180 votos, dois, e assim vai. O resultado individual apenas define quem entra ou não, dentro da colocação no Partido ou coligação.

Por este exemplo, se o Partido ou coligação concorrer com o numero máximo de candidatos possíveis,  cerca de seiscentos a  mil votos em média, são suficientes para se chegar ao cargo, pois o resultados dos candidatos se somarão ao seu.

Assim, pode um vereador receber 1.000 votos a seu favor (sendo que por matemática 44.000 votos não optaram por ele) mas mesmo assim ocupar a cadeira na Casa legislativa.

Nas coligações, a soma de votos é feita entre os dois ou mais partidos, e a colocação na lista e ocupação será de acordo com o candidato que individualmente se sair melhor. Ainda segundo as regras, a coligação pode registrar um numero maior de candidatos do que um partido isoladamente.




A DEMOCRACIA AMEAÇADA

Hoje se está debatendo pelo Brasil o numero de vagas nas casas legislativas municipais, e se está criando na população um sentimento de aversão à política, que já existia, mas está agora interferindo diretamente na legislação.

Os cidadãos, que se alimentam apenas das notícias e da mídia para criar sua visão de mundo, deixam de acreditar na política e nos políticos, e em que pese os maus políticos terem dado muitos motivos para a descrença,  temos que recorrer a um alerta: Toda a unanimidade é burra!!!

A quem interessa este afastamento dos cidadãos da política?? A quem interessa diminuir as possibilidades dos cidadãos se elegerem com mais facilidade?? A quem interessa que o numero de vereadores continue diminuído????

Quem quer manter as coisas como estão está utilizando de argumentos econômicos ($$$) para encobrir sua real intenção, ou seja, deixar as coisas como estão.

Veja se estes estão se levantando contra o nepotismo, cobrando o enxugamento de cargos na administração municipal, o cumprimento de leis olimpicamente ignoradas, exigindo a reconstrução da cidade de forma mais ágil, debatendo  loteamentos populares feitos em áreas de risco... Porque não há interesse nestes temas????

Uma administração para manter seus desmandos, barrar CPIs e não ser ameaçada por impedimento (impeachment) precisa de maioria na casa legislativa. Com onze vereadores, a maioria simples são seis votos, mas com dezenove são nove votos, e isto faz toda a diferença.

Vem ai, a discussão de reforma política, onde podemos ter  nas novas eleições VOTO EM LISTA. Em outra oportunidade, vou trazer alguns dados sobre isto, mas deixo a seguinte reflexão:

Porque tenho que dar voto a apenas um vereador se para ver minhas ideias representadas, preciso de seis ou mais vereadores? Porque ninguém ensina e estimula a população a participar dos partidos políticos e viver mais a vida política? É muito mais interessantes deixar as pessoas honestas de fora não é mesmo? Não vamos debater quantidade, vamos debater qualidade! Pense nisto.





quinta-feira, 10 de março de 2011

Nepotismo

Jaraguá do Sul tem como novo Secretário de Administração o marido da Prefeita.
A mesma alega "não poder ficar sem ele", e já responde processo judicial por empregar a própria irmã.
A Filha é chefe de gabinete.

Acredito que em breve,  teremos uma campanha pela não procriação no DEM.

Número de Vereadores

Alguns Vereadores , acuados pela "opinião pública" estão cogitando manter o número de vagas nas casas de leis, em face de pressões que os mesmos estão sofrendo.

Pode ser que algum destes, possam mudar de idéia, mas faço estas considerações baseado nas posições que tenho escutado.

Qual um dos principais argumentos utilizados? PRECISAMOS OUVIR A VOZ DO POVO.

Sobre  a voz do Povo, trago à lembrança os seguintes dados para reflexão, com, base nos resultados da eleição de 2008 em Jaraguá do Sul, mas que servem de exemplo para qualquer cidade:

Votos validos                       
      72878

Verador mais votado                  2861
Diferença                                    70017
Vereador menos votado            1469
Diferença                                    71409
Média                                           70713

Assim, para cada vereador deste exemplo, no mínimo em média, setenta mil eleitores não optaram por eles, sendo assim, não estão no seu cargo pela vontade da maioria.

Pergunto:

Vão atender a vontade da maioria e pedir renúncia????

Sobre o argumento dos altos custos, penso que este debate deve perpassar os três poderes, inclusive o Judiciário.

Se acreditamos que não existam justificativas para aumento de cargos do Poder legislativo, devemos lembrar que esta insatisfação se deve ao fato de que maioria não entende de fato como funcionam os poderes e as esferas administrativas, e muito menos as regras do sistema eleitoral vigente.

A vontade da maioria não é a base da Democracia de nosso país, nossa Democracia se funda no Estado de Direito. (Se fosse pela vontade da maioria, o presidente Lula não teria saído da Presidência)

Se o argumento é o da economicidade, devemos lembrar a população que os recursos públicos que são devolvidos para o Executivo, nem sempre tem o destino desejado. É que o Poder Executivo recebe o valor no ano seguinte ao final do exercicio, sendo que esta receita se mistura com as demais, e no planejamento deste novo ano, apenas sobra mais recursos para serem aplicados nas políticas pseudo públicas, qual sejam, as obras  e serviços destinados mais a particulares com a intenção de captar votos, ao detrimento de obras e serviços de caráter realmente público.

Pense bem: Você realmente acredita que o percentual devolvido da câmara não vai ser desviado para fins ilícitos, através de super faturamentos em licitações, repasses à entidades  amigas do (dinheiro) do esporte, salários de parentes em cargos públicos, etc....????

Lembre também daquela liderança comunitária, que você votou e não conseguiu se eleger por poucos votos. Com o aumento do Numero de Veradores, estes podem vir a ocupar uma vaga, sendo mais difícil para uma administração corrupta, controlar um mumero maior de opositores.(caso a administração eleita seja parecida com a atual). 
Caso ainda não esteja convencido, sugiro que dê um consolo a este seu amigo  ou conhecido e sugira  ao mesmo mudar para Guaramirim que embora tenha menos habitantes poderá ter mais vereadores que Jaraguá do Sul.

Pense nisso!

Os Grandes, querem um Estado cada vez menor e que faça cada vez menos , economizando para ganharem cada vez mais. As empresas, representadas na cidade de Jaraguá do Sul pela luxuosa ACIJS, embora todos os números da economia mostrem seu crescimento, não dividem este com os trabalhadores, e criam suas estruturas que gastam vultuosos recursos que no final poderiam servir para aumentar os salários dos trabalhadores. Esta estrutura "ACIJS", embora seja mantida pelos recursos privados, estes recursos, muito bem poderiam servir para o salário dos trabalhadores, pois na verdade toda riqueza existente vem das mãos de quem trabalha.

Esta ACIJS  tem na cidade de Jaraguá do Sul 1192 associados  e uma diretoria de 15 membros e querem ter moral para falar da proporção de representação na câmara. 


Aposto que argumentarão utilizarem-se de  recursos privados para sua manutenção, mas repito, não acredito que existam verdadeiros recursos privados, pois toda riqueza vem dos trabalhadores e da grande massa da população.