quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Um retorno de cara nova.

Olá pessoal!

Depois de uma longa hibernação, retorno com uma nova marca e novas anotações, cozidas com rebeldia e temperadas com ironia.

Bom apetite! 

Em tempo: Acrescentei na minha lista de Blogs, o "Ultimo Post" de minha colega celebridade Sally Satler. Merece uma visita!


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Armas para que te quero!?



Volta e meia me deparo com declarações irritadas contra a campanha de desarmamento deflagrada com a edição do estatuto do desarmamento de 2003.


Entendo aqueles que justificam sua ira com a escalada (de percepção) da violência. Refiro a percepção pois mesmo as estatísticas existentes nunca tiveram um mesmo método. Hoje com a velocidade da informação, a impressão é que o caldeirão ferveu, mas esta água já está esquentando há muitos anos. Temos mais, ou sabemos mais?


Um deputado, o qual eu tenho pena, comandou em Blumenau um espetáculo reunindo justiceiros que clamam por “liberdade de defesa”, para que os “cidadãos de bem” possam se armar nesta guerra.

Foi ovacionado em evento promovido pela Câmara de Blumenau, sob o argumento que a medida não deveria  pretender tirar as armas dos “cidadãos de bem” enquanto “os bandidos” tem ampla liberdade e armas melhores que a polícia.


Fato curioso é que poucos dias depois a mesma casa legislativa celebra a lei de proibição do uso de veneno chamado chumbinho, alegando que muitos o utilizam para matar cães e animais de rua.

Estranho, tenho a percepção que o tema é o mesmo. Porque arma pode e chumbinho não pode? Quem produz e comercializa o veneno não o faz para matar animais abandonados e sim pragas nocivas à saúde pública. Quem produz e comercializa armas, não o faz para bandidos (Eu creio) só que o problema é a falta de controle. Como saber quem é quem?


Minha opinião pessoal: Não tenho medo de bandidos, tenho medo das armas que eles carregam. Fico imaginando como será o futuro com essa liberação. Será que os “cidadãos de bem” que me fecham no trânsito, que usam som alto, que dão demonstrações claras de preconceito nas redes sociais serão barrados? Aposto que estes serão os primeiros na fila para compra de armas, tal qual as filas para comprar iphones nos grandes centros.


Acho que os verdadeiros cidadãos de bem, devem se manifestar, pois a arma mais efetiva é a inteligência, e para se portar armas de fogo este com certeza não será um requisito. No passado isso se chamava “Apelar para a ignorância”. Pense nisso.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Maiorias e minorias


Maiorias e minorias




Hoje, com as manifestações que assistimos temos uma impressão que conseguimos interpretar o sentimento da maioria do povo brasileiro.

É impressionante ver nas ruas manifestação com uma grande massa, a exemplo de São Paulo, que reuniu cerca de 65.000 manifestantes (dados do ESTADÃO).

Contudo, algumas informações não podem passar desapercebidas, como demonstro nos argumentos a seguir.

Nas eleições de 2012, para prefeito desta mesma cidade, que conta com 8,6 milhões de eleitores, as manifestações de votos nulos, abstenções e votos em branco chegaram a 31,59%. Vejam o quadro abaixo:

São Paulo
Ano Eleitorado Absenções Votos em branco Votos nulos Manifestantes 2013
2012 8.619.170 1.722.880 (19,99%) 299.224 (4,34%) 500.578 (7,26%) 65.000 (0,75%)

Para muitos paulistas, a sensação é que o GIGANTE ACORDOU, contudo, 99,42% das células deste gigante continuaram dormindo.

Não se assustem, isto é a democracia, em todo lugar é assim, como vou mostrar.
Voltando as eleições de São Paulo, posso ilustrar ainda outro fato. O vereador menos votado na cidade, tirou individualmente 8.722 votos (0,1% dos eleitores).

Isto significa dizer que 8.610.448 milhões não o escolheram. Seria ele um representante do povo? Da maioria? Não, claro que não.

O que ocorre é que, ORGANIZADAMENTE, o partido que ele milita (Psol) conseguiu um numero de votos suficiente para ocupar uma cadeira da Câmara.

E é sobre esta organização que me refiro. O movimento deixa evidente a falta de um foco organizado. Já tem gente com cartaz contra a presidente, contra o governador contra o prefeito, sendo que só o prefeito tem a prerrogativa de fixar a tarifa de transporte público. (Nem vou citar a quantidade de outras bandeiras)

Tem pessoas pedindo por tudo, e quando algo se define pelo tudo, acaba se definindo pelo nada também. O País não precisa de uma massa sem rumo, que sabe muito bem o que não gosta e o que não quer. Um país não se constrói com frases de efeito. Os políticos tradicionais já fazem isso.

Toda a intenção por trás do movimento é legítima, contudo, sou cético em relação ao movimento e suas possibilidades de mudanças efetivas.

Parte-se do princípio que uma massa nas ruas pode mudar a realidade. Mas convenhamos, se a grande maioria tem mesmo esta “força”, porque esta força não consegue paralisar a minoria de vândalos que prejudica o movimento? Queremos mudar um país mas não conseguimos paralisar um pequeno grupo de extremados?

Tenho fé que este movimento que possui uma face linda, (e algumas manchas indisfarçáveis), não se enfraqueça e se reduza a um simples período como aconteceu com o Movimento “fora Collor”, mas se constitua, com o tempo, em diversos grupos organizados, com caráter permanente para qualificar a atuação da sociedade na fiscalização e na construção de um projeto novo, mas acima de tudo democrático.

E agora, se você é daqueles que vive dizendo que políticos são todos iguais e que nenhum presta, você se iguala aos que dizem que manifestantes são todos iguais, são todos Vândalos. Pensem nisso!

Este documento foi produzido com Software livre!